Muita gente já sabe que a literatura é uma bela fonte de inspiração para o cinema. Mas o que nem todos devem ter percebido é a quantidade de filmes indicados ao Oscar nos últimos anos, cujo roteiro foi adaptado ou inspirado em livros.
Na lista de 2009 estão “O Leitor” (ed. Record, R$ 29,00), romance do alemão Bernhard Schlink, publicado em 1995, cuja adaptação cinematográfica concorre a cinco estatuetas; o conto de Scott Fitzgerald que inspirou “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que faz parte da coletânea “Seis Contos da Era do Jazz e Outras Histórias” (ed. José Olympio, R$ 35,00) indicado em 13 categorias; “Quem Quer Ser um Milionário?”, candidato a dez estatuetas e baseado em “Sua Resposta Vale um Bilhão” (ed. Companhia das Letras, R$ 37,00), de Vikas Swarup, e “Foi Apenas um Sonho”, baseado no livro homônimo de Richard Yates (ed. Objetiva/Alfaguara, R$ 39,90) e indicado a três Oscars.
Outra curiosidade diz respeito à procura desses livros no momento em que eles ganham mais visibilidade nas telonas. “Ficamos atentos às notícias porque o reflexo nos pontos de vendas são imediatos”, comenta Leoni Cristina Pedri, diretora de marketing do grupo Livrarias Curitiba, que tem 16 lojas em quatro Estados. “Se o filme tem boa crítica e recebe alguma indicação, os leitores querem saber o conteúdo que deu origem ou de onde ele foi adaptado”, completa.
Impacto positivo
Entretanto, mesmo sem a indicação ao prêmio máximo de Hollywood, outros longas-metragens também causam repercussão no meio editorial após serem retratados pela sétima arte. Como exemplo, o livro “O Menino do Pijama Listrado” de John Boyne (ed. Companhia das Letras, R$ 32,00) teve as vendas ampliadas em 50 % no grupo Livrarias Curitiba após a estréia nos cinemas.
O mesmo vale para o título “Gomorra” (ed. Bertrand Brasil, R$ 33,15) do autor Roberto Saviano. A obra e o filme foram lançados em 2008, porém o livro vendeu mais de mil unidades logo após as primeiras exibições no país. Já o filme “Marley & Eu” fez as vendas do livro – (ed. Prestigio, R$ 29,90) de John Grogan, lançado em 2006 – dobrarem.
Mas nenhum desses casos foi tão impactante quanto “Crepúsculo” de Stephenie Meyer (ed. Intrínseca, R$ 33,90). Logo após a estréia nos cinemas em 2008, o grupo vendeu mais de dez mil exemplares em apenas um mês. “Sem falar que os outros livros da série [Lua Nova e Eclipse] também saíram com tiragem bem acima da média”, conta Leoni.
Situação mais visível aconteceu na obra “Meu Nome Não é Johnny” (R$ 44,00) de Guilherme Fiúza, que antes do filme havia vendido sete mil exemplares em todo Brasil, mas após a estréia da adaptação chegou a 70 mil unidades no país, segundo a Record - editora que publicou a obra.
Por outro lado, o filme “O Código Da Vinci” (R$ 29,90) não refletiu diretamente nas vendas do livro de mesmo nome, de Dan Brown, publicado em 2004. O motivo, de acordo com a editora Sextante que publicou o título no Brasil, é que a obra já era conhecida por mais de dois milhões de pessoas quando houve a estréia nos cinemas, em 2006.
Todavia, vale lembrar que apenas os bons textos ou os bons roteiros conseguem maior interesse dos leitores. Em geral, um ótimo filme – ainda que tenha um excelente ator no papel principal - não consegue salvar um mau livro e vice-versa.
Para tirar as dúvidas sobre qual dos gêneros você prefere, a melhor sugestão é se aprofundar nas obras literárias que já estiveram ou estão em cartaz nas salas de cinemas. Assim é possível desdobrar as idéias mais abstratas escritas no livro, do que somente aquelas retratadas pelas mãos dos diretores da sétima arte.
[18-02-2009]
Fonte: imprensa@livrariascuritiba.com.br
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Para quem gosta de livros
Esse blog foi criado para você que, assim como eu, adora o mercado editorial dos livros e que quer aprender e conhecer mais sobre essa área.
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