As novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, exigindo grandes investimentos de editores brasileiros para adequação dos novos livros às normas do Acordo, bem como para a revisão de edições antigas.
No segmento de livros didáticos, por exemplo, as editoras que quiserem participar das licitações do governo em 2009 terão que publicar obrigatoriamente pelas novas regras do acordo.
Por outro lado, a reforma ortográfica abre um mercado para as editoras brasileiras dentro dos países de língua portuguesa, como Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Ao todo, são aproximadamente 240 milhões de pessoas que falam o português no mundo.
Segundo a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, outra vantagem do Acordo para as editoras é a solução de um antigo problema: a adaptação dos livros produzidos no Brasil para o português usado nos diferentes países de língua portuguesa. “Além disso, o Acordo deve contribuir para o ensino e a difusão da língua portuguesa no exterior, fomentar a cooperação e o intercâmbio cultural e facilitar o processo de adoção do português nos órgãos internacionais”, destaca Rosely.
Para auxiliar as editoras nesse processo de transição, a Câmara realizou diversos encontros com as editoras para explicar quais seriam as mudanças e tirar dúvidas sobre o processo de adaptação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
De acordo com a presidente da CBL, a finalização do dicionário da nova ortografia, que está sendo elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), será referência para adoção das novas regras e para uma maior adesão das editoras.
“Apesar do investimento inicial, a maioria das editoras se mobilizou para atender às mudanças previstas na reforma. Os novos livros didáticos que serão utilizados pelo governo, por exemplo, já foram editados dentro da nova ortografia. Acredito que, no médio prazo, o setor editorial estará adaptado às novas normas, assim como já vem ocorrendo com boa parte da mídia impressa”.
Considerando o vocabulário completo, o Acordo deve modificar apenas 1,42% das palavras em Portugal e 0,43% no Brasil. Em princípio, haverá um prazo de três anos de adaptação, onde as duas formas de grafia irão conviver. A partir de 2012, as novas regras passam a vigorar definitivamente.
07.01.2009 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos
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Começamos o ano de 2009 com a Reforma na Ortografia da Língua Portuguesa. Muitas dúvidas ainda existem principalmente no que se refere ao uso do hífen mas, com certeza, com o passar dos anos leitores e editoras enxergarão os benefícios da unificação da língua. Aliás era a única língua que ainda não era unificada.
ResponderExcluirPara as editoras que inscreveram seu material no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) 2010, a obrigatoriedade da reforma para os livros já começou.
De imediato as editoras terão um grande impacto econômico para que seus livros, passem a ter a nova ortografia mas, após esse primeiro investimento, com certeza, a circulação dos livros nos oito países que falam o portugês será aumentada.
Durante os três primeiros anos as duas ortografias poderão ser utilizadas e somente a partir de 2012 é que ela se tornará obrigatória.
E se você quer saber mais sobre a reforma ortográfica da língua portuguesa, aguarde a nova postagem!