“O Brasil possui um modelo a ser imitado, na compra de material para escolas e bibliotecas. O Estado brasileiro tem uma grande influência no estímulo à leitura e impulsiona este processo ao converter se no maior cliente do mercado editorial", declarou Bernardo Gurbanov, vice-presidente da CBL e secretário do GIE durante a 35ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.
A feira que se encerra no próximo dia 10 de maio, vem movimentando mais de oito mil pessoas ligadas ao mundo do livro desde o seu início e teve integrado o encontro do GIE, Grupo Interamericano de Editores pela primeira vez.
Enfático, Gurbanov reconheceu a importância do Governo, que "compra a metade da produção das editoras e cumpre com a função de fazer chegar o livro ao cidadão, através de convênio com os Correios para distribuir o material, enquanto que nos outros países existe a idéia de substituir o empresário do livro".
O GIE reuniu as câmaras do livro do Chile, Uruguai, Brasil, Peru, Equador, Argentina e representantes da Colômbia e Espanha para debater aspectos sobre o futuro do mercado livreiro.
O encontro "permite o intercambio de idéias e se configura numa possibilidade para impulsionar políticas comuns entre os governos Ibero-americanos, e também tocar temas do setor: empresários, distribuidores, livreiros, entre outros, esclareceu Gurbanov".
Questionado sobre os direitos autorais pela imprensa argentina, Bernardo Gurbanov ponderou que “é um tema que vem sendo tratado por vários países e deve ser debatido por mais algum tempo”.
terça-feira, 5 de maio de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Dia Mundial do Livro

Hoje (23 de abril) é o dia Mundial do Livro, uma data simbólica, escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para homenagear os livros, seus autores e principalmente para estimular as pessoas ao hábito de ler.A idéia da celebração partiu da Catalunha (Espanha), onde neste dia é tradição dar uma rosa ao comprador de um livro. E a data foi escolhida porque em 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e o Inca Garcilaso de la Vega. Na mesma data nasceram - ou morreram - outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo.
Para nós da Fundação Volkswagen o livro é mais do que importante, ele é fundamental para os nossos objetivos ligados aos projetos do Pilar da Educação. O livro é uma das nossas principais ferramentas de sedução do formador para o professor, do professor para o aluno, para a família e finalmente para a sua comunidade. Por meio dos nossos projetos já distribuímos mais de 90 mil livros e formamos 1.800 orientadores de leitura, presentes em mais de 100 municípios brasileiros. Acreditamos realmente no poder da leitura em favor da educação, da cidadania e do desenvolvimento social do nosso país.
Faça parte desse movimento! Presenteie, doe um livro, estimule a leitura na sua família, no seu bairro e entre os seus amigos.
domingo, 5 de abril de 2009
Escritores e editoras estão sendo notificados sobre seus direitos legais no Google
O processo ordenado pelo tribunal de oficialmente notificar escritores, editoras e outros titulares de direitos autorais sobre o histórico acordo de ação coletiva da Pesquisa de Livros do Google está a caminho. Escritores e editoras do mundo todo estão recebendo informações detalhadas sobre os seus direitos legais e opções por e-mail e pelo correio. Um Aviso Resumido está sendo publicado em 218 países e em 72 idiomas, que complementa o programa de avisos pelo correio que foram distribuídos.
O acordo, se aprovado pelo tribunal, irá autorizar o Google a escanear livros e encartes com direitos autorais nos Estados Unidos, manter um banco de dados eletrônico de livros e utilizar os livros de várias maneiras. Para os livros fora de impressão e permitido pelos titulares de direitos de livros impressos, o Google poderá vender acesso a livros individuais e assinaturas institucionais para o banco de dados, colocar anúncios em qualquer página dedicada a um livro e fazer outros usos comerciais dos livros. Em qualquer momento, os titulares de direitos podem mudar as instruções relacionadas com qualquer um desses usos e enviá-las para o Google. Através do Registro de Direitos de Livros (”Registro”) estabelecido pelo acordo, o Google pagará aos titulares de direitos 63% de todas as receitas provenientes desses usos.
O acordo também determina efetuar pagamentos em espécie para os titulares de direitos de livros e encartes que a Google escanea antes de 5 de maio de 2009. Os direitos dos membros da categoria podem ser afetados pelo acordo mesmo se não agirem. Aqueles que preferirem não participar ou são contra o acordo precisam se manifestar até 5 de maio de 2009. Reivindicações para pagamentos em espécie para os livros e encartes escaneados até 5 de maio de 2009 precisam ser arquivadas até 5 de janeiro de 2010. O Tribunal Regional dos Estados Unidos para o Distrito do Sul de Nova York irá decidir se concederá aprovação final do acordo em uma audiência que será realizada em 11 de junho de 2009. Informações completas sobre o acordo estão disponíveis no http://www.googlebooksettlement.com, em 36 idiomas. (FONTE Boni & Zack LLC e Debevoise & Plimpton LLP)
12 de Fevereiro 2009
Vânia Morinatto
O acordo, se aprovado pelo tribunal, irá autorizar o Google a escanear livros e encartes com direitos autorais nos Estados Unidos, manter um banco de dados eletrônico de livros e utilizar os livros de várias maneiras. Para os livros fora de impressão e permitido pelos titulares de direitos de livros impressos, o Google poderá vender acesso a livros individuais e assinaturas institucionais para o banco de dados, colocar anúncios em qualquer página dedicada a um livro e fazer outros usos comerciais dos livros. Em qualquer momento, os titulares de direitos podem mudar as instruções relacionadas com qualquer um desses usos e enviá-las para o Google. Através do Registro de Direitos de Livros (”Registro”) estabelecido pelo acordo, o Google pagará aos titulares de direitos 63% de todas as receitas provenientes desses usos.
O acordo também determina efetuar pagamentos em espécie para os titulares de direitos de livros e encartes que a Google escanea antes de 5 de maio de 2009. Os direitos dos membros da categoria podem ser afetados pelo acordo mesmo se não agirem. Aqueles que preferirem não participar ou são contra o acordo precisam se manifestar até 5 de maio de 2009. Reivindicações para pagamentos em espécie para os livros e encartes escaneados até 5 de maio de 2009 precisam ser arquivadas até 5 de janeiro de 2010. O Tribunal Regional dos Estados Unidos para o Distrito do Sul de Nova York irá decidir se concederá aprovação final do acordo em uma audiência que será realizada em 11 de junho de 2009. Informações completas sobre o acordo estão disponíveis no http://www.googlebooksettlement.com, em 36 idiomas. (FONTE Boni & Zack LLC e Debevoise & Plimpton LLP)
12 de Fevereiro 2009
Vânia Morinatto
quarta-feira, 25 de março de 2009
Mercado editorial sente efeitos da crise
Com a restrição ao crédito, mercado editorial também sente os efeitos da crise.
“A restrição de crédito tem realmente causado impacto nos negócios. Observamos nosso custo financeiro subir na casa de 20% além de verificarmos o enxugamento das linhas de crédito. Se até recentemente tínhamos livre trânsito no mercado bancário, com opção de escolher a instituição financeira, hoje já sentimos a falta de crédito”, afirmou Márcia Cristina Bastos Garcia, gerente financeira da Editora Vozes, em matéria publicada pela Agência Brasil Que Lê.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.
Redação Cultura & Mercado
em 16 de fevereiro, 2009
“A restrição de crédito tem realmente causado impacto nos negócios. Observamos nosso custo financeiro subir na casa de 20% além de verificarmos o enxugamento das linhas de crédito. Se até recentemente tínhamos livre trânsito no mercado bancário, com opção de escolher a instituição financeira, hoje já sentimos a falta de crédito”, afirmou Márcia Cristina Bastos Garcia, gerente financeira da Editora Vozes, em matéria publicada pela Agência Brasil Que Lê.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.
Redação Cultura & Mercado
em 16 de fevereiro, 2009
Com a restrição ao crédito, mercado editorial também sente os efeitos da crise
“A restrição de crédito tem realmente causado impacto nos negócios. Observamos nosso custo financeiro subir na casa de 20% além de verificarmos o enxugamento das linhas de crédito. Se até recentemente tínhamos livre trânsito no mercado bancário, com opção de escolher a instituição financeira, hoje já sentimos a falta de crédito”, afirmou Márcia Cristina Bastos Garcia, gerente financeira da Editora Vozes, em matéria publicada pela Agência Brasil Que Lê.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Conheça as novas regras
Leia o texto abaixo e fique por dentro das principais mudanças que ocorreram na língua portuguesa a partir de janeiro de 2009 em função da entrada em vigor do novo acordo ortográfico.
ALFABETO: Passará a ter 26 letras, após a incorporação das letras “k”, “w”, e “y”.
TREMA: Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.
ACENTO AGUDO: Não será mais usado nos seguintes casos:
-Nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como assembléia, idéia, heróica e jibóia;
-Em palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: feiúra, baiúca passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”;
-Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Assim, algumas poucas formas de verbos, como “averigúe” (averiguar), “apazigúe” (apaziguar) e “argúem” (arg/[u/u]ir), passam a ser grafadas “averigue”, “apazigue” e “arguem”.ACENTO DIFERENCIAL: Não se usará mais para:
-“pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);
-“péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo);
-“pólo” (substantivo) de “pólo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);
-“pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo);
-“pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica).
HÍFEN: Não se usará mais nos seguintes casos:
-Quando o segundo elemento começa com “r” ou “s”, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrasson”.-Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com “r” – ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”. -Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”.
ACENTO CIRCUNFLEXO:Não será mais usado: - nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será: creem, deem, leem e veem- em palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo”, que se tornam enjoo e voo.
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br
sábado, 14 de março de 2009
Novo acordo ortográfico e seu impacto no mercado editorial
As novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, exigindo grandes investimentos de editores brasileiros para adequação dos novos livros às normas do Acordo, bem como para a revisão de edições antigas.
No segmento de livros didáticos, por exemplo, as editoras que quiserem participar das licitações do governo em 2009 terão que publicar obrigatoriamente pelas novas regras do acordo.
Por outro lado, a reforma ortográfica abre um mercado para as editoras brasileiras dentro dos países de língua portuguesa, como Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Ao todo, são aproximadamente 240 milhões de pessoas que falam o português no mundo.
Segundo a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, outra vantagem do Acordo para as editoras é a solução de um antigo problema: a adaptação dos livros produzidos no Brasil para o português usado nos diferentes países de língua portuguesa. “Além disso, o Acordo deve contribuir para o ensino e a difusão da língua portuguesa no exterior, fomentar a cooperação e o intercâmbio cultural e facilitar o processo de adoção do português nos órgãos internacionais”, destaca Rosely.
Para auxiliar as editoras nesse processo de transição, a Câmara realizou diversos encontros com as editoras para explicar quais seriam as mudanças e tirar dúvidas sobre o processo de adaptação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
De acordo com a presidente da CBL, a finalização do dicionário da nova ortografia, que está sendo elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), será referência para adoção das novas regras e para uma maior adesão das editoras.
“Apesar do investimento inicial, a maioria das editoras se mobilizou para atender às mudanças previstas na reforma. Os novos livros didáticos que serão utilizados pelo governo, por exemplo, já foram editados dentro da nova ortografia. Acredito que, no médio prazo, o setor editorial estará adaptado às novas normas, assim como já vem ocorrendo com boa parte da mídia impressa”.
Considerando o vocabulário completo, o Acordo deve modificar apenas 1,42% das palavras em Portugal e 0,43% no Brasil. Em princípio, haverá um prazo de três anos de adaptação, onde as duas formas de grafia irão conviver. A partir de 2012, as novas regras passam a vigorar definitivamente.
07.01.2009 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos
No segmento de livros didáticos, por exemplo, as editoras que quiserem participar das licitações do governo em 2009 terão que publicar obrigatoriamente pelas novas regras do acordo.
Por outro lado, a reforma ortográfica abre um mercado para as editoras brasileiras dentro dos países de língua portuguesa, como Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Ao todo, são aproximadamente 240 milhões de pessoas que falam o português no mundo.
Segundo a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, outra vantagem do Acordo para as editoras é a solução de um antigo problema: a adaptação dos livros produzidos no Brasil para o português usado nos diferentes países de língua portuguesa. “Além disso, o Acordo deve contribuir para o ensino e a difusão da língua portuguesa no exterior, fomentar a cooperação e o intercâmbio cultural e facilitar o processo de adoção do português nos órgãos internacionais”, destaca Rosely.
Para auxiliar as editoras nesse processo de transição, a Câmara realizou diversos encontros com as editoras para explicar quais seriam as mudanças e tirar dúvidas sobre o processo de adaptação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
De acordo com a presidente da CBL, a finalização do dicionário da nova ortografia, que está sendo elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), será referência para adoção das novas regras e para uma maior adesão das editoras.
“Apesar do investimento inicial, a maioria das editoras se mobilizou para atender às mudanças previstas na reforma. Os novos livros didáticos que serão utilizados pelo governo, por exemplo, já foram editados dentro da nova ortografia. Acredito que, no médio prazo, o setor editorial estará adaptado às novas normas, assim como já vem ocorrendo com boa parte da mídia impressa”.
Considerando o vocabulário completo, o Acordo deve modificar apenas 1,42% das palavras em Portugal e 0,43% no Brasil. Em princípio, haverá um prazo de três anos de adaptação, onde as duas formas de grafia irão conviver. A partir de 2012, as novas regras passam a vigorar definitivamente.
07.01.2009 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos
sexta-feira, 6 de março de 2009
Como você acha que serão as livrarias do futuro?
A avalanche digital já fez diversas vítimas - máquinas fotográficas convencionais, aparelhos de fax, toca discos e gravadores cassete sao apenas alguns exemplos. Outros mercados vao também se transformando por força das novidades tecnológicas, tais como jornais impressos, turismo e setor bancário. Isso, é claro, está obrigando várias empresas a rever seus modelos de negócio. Quer exemplos? Anote aí - a Blockbuster, rede de locaçao de filmes, aposta agora nos EUA em videogames e na venda combinada de equipamentos eletrônicos com jogos e filmes. A Kodak, que despertou tardiamente para a realidade digital, tenta recuperar o tempo perdido investindo fortemente em inovaçao. Enquanto isso, a Apple continua inaugurando mega lojas físicas ao mesmo tempo em que investe pesado na venda e aluguel de filmes pela internet.
Outra empresa que tenta se reinventar é a rede de livrarias Borders, que anda preocupada nao apenas com o baixo índice de leitura nos EUA - pesquisa da Associated Press mostrou que 1 em cada 4 americanos nao leu nenhum livro em 2006 - mas também com a concorrência dos ebooks, cujas vendas crescem a uma proporçao de 56% ao ano desde 2002. Vale dizer que os livros tradicionais ainda dominam o mercado editorial americano. As vendas de livros para adultos somaram US$ 5,1 bilhoes no ano passado, mas o número de unidades vendidas ficou estagnado. Por outro lado, os formatos alternativos - de áudio books a ebooks - estao em alta. Em 2007, as vendas de áudio books cresceram 19,8% atingindo US$ 218 milhoes. Os ebooks (textos digitais que podem ser lidos em computadores ou equipamentos portáteis) experimentaram um aumento de 23,6%, chegando a US$ 67 milhoes.
Para tentar garantir a sobrevivência no futuro, a Borders abriu uma loja conceito na Califórnia, onde as novidades digitais se misturam com os livros tradicionais. Com cerca de 2 mil m2, esta é a 1a de uma série de 14 lojas piloto que serao inauguradas naquele país. Entre outras coisas, a nova Borders tem um centro digital que permite aos consumidores produzir cds personalizados, baixar músicas e obras literárias, imprimir seus próprios livros e criar álbuns de fotos digitais. A idéia é misturar o mundo virtual e a loja tradicional no mesmo espaço. Especialistas, entretanto, estao céticos em relaçao ao novo projeto. Afinal, por que é que os jovens sairiam de casa para queimar um cd personalizado ou baixar músicas e livros, quando podem, afinal, fazer isso tranquilamente no conforto do seu lar?
Mas muita gente aposta que os livros e as livrarias nao ficarao obsoletos. Pesquisas mostram que metade dos frequentadores nao vai as lojas com o objetivo explícito de compra e sim em busca de novidades e pela experiência. Certo mesmo é que as livrarias, assim como as agências de viagem, lojas de cds e locadoras de vídeos, estao preocupadas com o novo mundo que vai sendo construído pelos nativos digitais.
Notícia do Blue Bus
Luiz Alberto Marinho
- Por mais que a tecnologia e a globalização estejam dominando o mundo, não acredito que isso afetará a área do mercado editorial dos livros. O verdadeiro leitor, aquele que aprecia mesmo a leitura é fiel a esse mercado e, quando vai à uma livraria, não vai somente para comprar um determinado livro mas sim pelo prazer de estar diante de tantas novidades literárárias. Ao ter o contato direto com o livro o leitor tem condições de tocá-lo, analisá-lo e até lê-lo parcialmente nos ambientes de leitura que já existem nas grandes livrarias. Às livrarias cabe investir em decoração e ambientes que atraião o público para o ambiente literário.
E o que acontecerá como livro didático? Talvez nos países mais desenvolvidos onde a população, em quase sua totalidade, já possui um computador isso aconteça mais rapidamente mas não no nosso Brasil onde ainda grande parte de nossos habitantes não tem sequer escolas para estudas.
Outra empresa que tenta se reinventar é a rede de livrarias Borders, que anda preocupada nao apenas com o baixo índice de leitura nos EUA - pesquisa da Associated Press mostrou que 1 em cada 4 americanos nao leu nenhum livro em 2006 - mas também com a concorrência dos ebooks, cujas vendas crescem a uma proporçao de 56% ao ano desde 2002. Vale dizer que os livros tradicionais ainda dominam o mercado editorial americano. As vendas de livros para adultos somaram US$ 5,1 bilhoes no ano passado, mas o número de unidades vendidas ficou estagnado. Por outro lado, os formatos alternativos - de áudio books a ebooks - estao em alta. Em 2007, as vendas de áudio books cresceram 19,8% atingindo US$ 218 milhoes. Os ebooks (textos digitais que podem ser lidos em computadores ou equipamentos portáteis) experimentaram um aumento de 23,6%, chegando a US$ 67 milhoes.
Para tentar garantir a sobrevivência no futuro, a Borders abriu uma loja conceito na Califórnia, onde as novidades digitais se misturam com os livros tradicionais. Com cerca de 2 mil m2, esta é a 1a de uma série de 14 lojas piloto que serao inauguradas naquele país. Entre outras coisas, a nova Borders tem um centro digital que permite aos consumidores produzir cds personalizados, baixar músicas e obras literárias, imprimir seus próprios livros e criar álbuns de fotos digitais. A idéia é misturar o mundo virtual e a loja tradicional no mesmo espaço. Especialistas, entretanto, estao céticos em relaçao ao novo projeto. Afinal, por que é que os jovens sairiam de casa para queimar um cd personalizado ou baixar músicas e livros, quando podem, afinal, fazer isso tranquilamente no conforto do seu lar?
Mas muita gente aposta que os livros e as livrarias nao ficarao obsoletos. Pesquisas mostram que metade dos frequentadores nao vai as lojas com o objetivo explícito de compra e sim em busca de novidades e pela experiência. Certo mesmo é que as livrarias, assim como as agências de viagem, lojas de cds e locadoras de vídeos, estao preocupadas com o novo mundo que vai sendo construído pelos nativos digitais.
Notícia do Blue Bus
Luiz Alberto Marinho
- Por mais que a tecnologia e a globalização estejam dominando o mundo, não acredito que isso afetará a área do mercado editorial dos livros. O verdadeiro leitor, aquele que aprecia mesmo a leitura é fiel a esse mercado e, quando vai à uma livraria, não vai somente para comprar um determinado livro mas sim pelo prazer de estar diante de tantas novidades literárárias. Ao ter o contato direto com o livro o leitor tem condições de tocá-lo, analisá-lo e até lê-lo parcialmente nos ambientes de leitura que já existem nas grandes livrarias. Às livrarias cabe investir em decoração e ambientes que atraião o público para o ambiente literário.
E o que acontecerá como livro didático? Talvez nos países mais desenvolvidos onde a população, em quase sua totalidade, já possui um computador isso aconteça mais rapidamente mas não no nosso Brasil onde ainda grande parte de nossos habitantes não tem sequer escolas para estudas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Filmes baseados em livros agitam mercado editorial
Muita gente já sabe que a literatura é uma bela fonte de inspiração para o cinema. Mas o que nem todos devem ter percebido é a quantidade de filmes indicados ao Oscar nos últimos anos, cujo roteiro foi adaptado ou inspirado em livros.
Na lista de 2009 estão “O Leitor” (ed. Record, R$ 29,00), romance do alemão Bernhard Schlink, publicado em 1995, cuja adaptação cinematográfica concorre a cinco estatuetas; o conto de Scott Fitzgerald que inspirou “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que faz parte da coletânea “Seis Contos da Era do Jazz e Outras Histórias” (ed. José Olympio, R$ 35,00) indicado em 13 categorias; “Quem Quer Ser um Milionário?”, candidato a dez estatuetas e baseado em “Sua Resposta Vale um Bilhão” (ed. Companhia das Letras, R$ 37,00), de Vikas Swarup, e “Foi Apenas um Sonho”, baseado no livro homônimo de Richard Yates (ed. Objetiva/Alfaguara, R$ 39,90) e indicado a três Oscars.
Outra curiosidade diz respeito à procura desses livros no momento em que eles ganham mais visibilidade nas telonas. “Ficamos atentos às notícias porque o reflexo nos pontos de vendas são imediatos”, comenta Leoni Cristina Pedri, diretora de marketing do grupo Livrarias Curitiba, que tem 16 lojas em quatro Estados. “Se o filme tem boa crítica e recebe alguma indicação, os leitores querem saber o conteúdo que deu origem ou de onde ele foi adaptado”, completa.
Impacto positivo
Entretanto, mesmo sem a indicação ao prêmio máximo de Hollywood, outros longas-metragens também causam repercussão no meio editorial após serem retratados pela sétima arte. Como exemplo, o livro “O Menino do Pijama Listrado” de John Boyne (ed. Companhia das Letras, R$ 32,00) teve as vendas ampliadas em 50 % no grupo Livrarias Curitiba após a estréia nos cinemas.
O mesmo vale para o título “Gomorra” (ed. Bertrand Brasil, R$ 33,15) do autor Roberto Saviano. A obra e o filme foram lançados em 2008, porém o livro vendeu mais de mil unidades logo após as primeiras exibições no país. Já o filme “Marley & Eu” fez as vendas do livro – (ed. Prestigio, R$ 29,90) de John Grogan, lançado em 2006 – dobrarem.
Mas nenhum desses casos foi tão impactante quanto “Crepúsculo” de Stephenie Meyer (ed. Intrínseca, R$ 33,90). Logo após a estréia nos cinemas em 2008, o grupo vendeu mais de dez mil exemplares em apenas um mês. “Sem falar que os outros livros da série [Lua Nova e Eclipse] também saíram com tiragem bem acima da média”, conta Leoni.
Situação mais visível aconteceu na obra “Meu Nome Não é Johnny” (R$ 44,00) de Guilherme Fiúza, que antes do filme havia vendido sete mil exemplares em todo Brasil, mas após a estréia da adaptação chegou a 70 mil unidades no país, segundo a Record - editora que publicou a obra.
Por outro lado, o filme “O Código Da Vinci” (R$ 29,90) não refletiu diretamente nas vendas do livro de mesmo nome, de Dan Brown, publicado em 2004. O motivo, de acordo com a editora Sextante que publicou o título no Brasil, é que a obra já era conhecida por mais de dois milhões de pessoas quando houve a estréia nos cinemas, em 2006.
Todavia, vale lembrar que apenas os bons textos ou os bons roteiros conseguem maior interesse dos leitores. Em geral, um ótimo filme – ainda que tenha um excelente ator no papel principal - não consegue salvar um mau livro e vice-versa.
Para tirar as dúvidas sobre qual dos gêneros você prefere, a melhor sugestão é se aprofundar nas obras literárias que já estiveram ou estão em cartaz nas salas de cinemas. Assim é possível desdobrar as idéias mais abstratas escritas no livro, do que somente aquelas retratadas pelas mãos dos diretores da sétima arte.
[18-02-2009]
Fonte: imprensa@livrariascuritiba.com.br
Na lista de 2009 estão “O Leitor” (ed. Record, R$ 29,00), romance do alemão Bernhard Schlink, publicado em 1995, cuja adaptação cinematográfica concorre a cinco estatuetas; o conto de Scott Fitzgerald que inspirou “O Curioso Caso de Benjamin Button”, que faz parte da coletânea “Seis Contos da Era do Jazz e Outras Histórias” (ed. José Olympio, R$ 35,00) indicado em 13 categorias; “Quem Quer Ser um Milionário?”, candidato a dez estatuetas e baseado em “Sua Resposta Vale um Bilhão” (ed. Companhia das Letras, R$ 37,00), de Vikas Swarup, e “Foi Apenas um Sonho”, baseado no livro homônimo de Richard Yates (ed. Objetiva/Alfaguara, R$ 39,90) e indicado a três Oscars.
Outra curiosidade diz respeito à procura desses livros no momento em que eles ganham mais visibilidade nas telonas. “Ficamos atentos às notícias porque o reflexo nos pontos de vendas são imediatos”, comenta Leoni Cristina Pedri, diretora de marketing do grupo Livrarias Curitiba, que tem 16 lojas em quatro Estados. “Se o filme tem boa crítica e recebe alguma indicação, os leitores querem saber o conteúdo que deu origem ou de onde ele foi adaptado”, completa.
Impacto positivo
Entretanto, mesmo sem a indicação ao prêmio máximo de Hollywood, outros longas-metragens também causam repercussão no meio editorial após serem retratados pela sétima arte. Como exemplo, o livro “O Menino do Pijama Listrado” de John Boyne (ed. Companhia das Letras, R$ 32,00) teve as vendas ampliadas em 50 % no grupo Livrarias Curitiba após a estréia nos cinemas.
O mesmo vale para o título “Gomorra” (ed. Bertrand Brasil, R$ 33,15) do autor Roberto Saviano. A obra e o filme foram lançados em 2008, porém o livro vendeu mais de mil unidades logo após as primeiras exibições no país. Já o filme “Marley & Eu” fez as vendas do livro – (ed. Prestigio, R$ 29,90) de John Grogan, lançado em 2006 – dobrarem.
Mas nenhum desses casos foi tão impactante quanto “Crepúsculo” de Stephenie Meyer (ed. Intrínseca, R$ 33,90). Logo após a estréia nos cinemas em 2008, o grupo vendeu mais de dez mil exemplares em apenas um mês. “Sem falar que os outros livros da série [Lua Nova e Eclipse] também saíram com tiragem bem acima da média”, conta Leoni.
Situação mais visível aconteceu na obra “Meu Nome Não é Johnny” (R$ 44,00) de Guilherme Fiúza, que antes do filme havia vendido sete mil exemplares em todo Brasil, mas após a estréia da adaptação chegou a 70 mil unidades no país, segundo a Record - editora que publicou a obra.
Por outro lado, o filme “O Código Da Vinci” (R$ 29,90) não refletiu diretamente nas vendas do livro de mesmo nome, de Dan Brown, publicado em 2004. O motivo, de acordo com a editora Sextante que publicou o título no Brasil, é que a obra já era conhecida por mais de dois milhões de pessoas quando houve a estréia nos cinemas, em 2006.
Todavia, vale lembrar que apenas os bons textos ou os bons roteiros conseguem maior interesse dos leitores. Em geral, um ótimo filme – ainda que tenha um excelente ator no papel principal - não consegue salvar um mau livro e vice-versa.
Para tirar as dúvidas sobre qual dos gêneros você prefere, a melhor sugestão é se aprofundar nas obras literárias que já estiveram ou estão em cartaz nas salas de cinemas. Assim é possível desdobrar as idéias mais abstratas escritas no livro, do que somente aquelas retratadas pelas mãos dos diretores da sétima arte.
[18-02-2009]
Fonte: imprensa@livrariascuritiba.com.br
Para quem gosta de livros
Esse blog foi criado para você que, assim como eu, adora o mercado editorial dos livros e que quer aprender e conhecer mais sobre essa área.
Seja bem vindo,
Carol
Seja bem vindo,
Carol
Assinar:
Postagens (Atom)