terça-feira, 5 de maio de 2009

Brasil torna-se referência para o Mercado Editorial Ibero-americano

“O Brasil possui um modelo a ser imitado, na compra de material para escolas e bibliotecas. O Estado brasileiro tem uma grande influência no estímulo à leitura e impulsiona este processo ao converter se no maior cliente do mercado editorial", declarou Bernardo Gurbanov, vice-presidente da CBL e secretário do GIE durante a 35ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.

A feira que se encerra no próximo dia 10 de maio, vem movimentando mais de oito mil pessoas ligadas ao mundo do livro desde o seu início e teve integrado o encontro do GIE, Grupo Interamericano de Editores pela primeira vez.

Enfático, Gurbanov reconheceu a importância do Governo, que "compra a metade da produção das editoras e cumpre com a função de fazer chegar o livro ao cidadão, através de convênio com os Correios para distribuir o material, enquanto que nos outros países existe a idéia de substituir o empresário do livro".

O GIE reuniu as câmaras do livro do Chile, Uruguai, Brasil, Peru, Equador, Argentina e representantes da Colômbia e Espanha para debater aspectos sobre o futuro do mercado livreiro.

O encontro "permite o intercambio de idéias e se configura numa possibilidade para impulsionar políticas comuns entre os governos Ibero-americanos, e também tocar temas do setor: empresários, distribuidores, livreiros, entre outros, esclareceu Gurbanov".

Questionado sobre os direitos autorais pela imprensa argentina, Bernardo Gurbanov ponderou que “é um tema que vem sendo tratado por vários países e deve ser debatido por mais algum tempo”.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro


Hoje (23 de abril) é o dia Mundial do Livro, uma data simbólica, escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para homenagear os livros, seus autores e principalmente para estimular as pessoas ao hábito de ler.A idéia da celebração partiu da Catalunha (Espanha), onde neste dia é tradição dar uma rosa ao comprador de um livro. E a data foi escolhida porque em 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e o Inca Garcilaso de la Vega. Na mesma data nasceram - ou morreram - outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo.
Para nós da Fundação Volkswagen o livro é mais do que importante, ele é fundamental para os nossos objetivos ligados aos projetos do Pilar da Educação. O livro é uma das nossas principais ferramentas de sedução do formador para o professor, do professor para o aluno, para a família e finalmente para a sua comunidade. Por meio dos nossos projetos já distribuímos mais de 90 mil livros e formamos 1.800 orientadores de leitura, presentes em mais de 100 municípios brasileiros. Acreditamos realmente no poder da leitura em favor da educação, da cidadania e do desenvolvimento social do nosso país.
Faça parte desse movimento! Presenteie, doe um livro, estimule a leitura na sua família, no seu bairro e entre os seus amigos.

domingo, 5 de abril de 2009

Escritores e editoras estão sendo notificados sobre seus direitos legais no Google

O processo ordenado pelo tribunal de oficialmente notificar escritores, editoras e outros titulares de direitos autorais sobre o histórico acordo de ação coletiva da Pesquisa de Livros do Google está a caminho. Escritores e editoras do mundo todo estão recebendo informações detalhadas sobre os seus direitos legais e opções por e-mail e pelo correio. Um Aviso Resumido está sendo publicado em 218 países e em 72 idiomas, que complementa o programa de avisos pelo correio que foram distribuídos.
O acordo, se aprovado pelo tribunal, irá autorizar o Google a escanear livros e encartes com direitos autorais nos Estados Unidos, manter um banco de dados eletrônico de livros e utilizar os livros de várias maneiras. Para os livros fora de impressão e permitido pelos titulares de direitos de livros impressos, o Google poderá vender acesso a livros individuais e assinaturas institucionais para o banco de dados, colocar anúncios em qualquer página dedicada a um livro e fazer outros usos comerciais dos livros. Em qualquer momento, os titulares de direitos podem mudar as instruções relacionadas com qualquer um desses usos e enviá-las para o Google. Através do Registro de Direitos de Livros (”Registro”) estabelecido pelo acordo, o Google pagará aos titulares de direitos 63% de todas as receitas provenientes desses usos.
O acordo também determina efetuar pagamentos em espécie para os titulares de direitos de livros e encartes que a Google escanea antes de 5 de maio de 2009. Os direitos dos membros da categoria podem ser afetados pelo acordo mesmo se não agirem. Aqueles que preferirem não participar ou são contra o acordo precisam se manifestar até 5 de maio de 2009. Reivindicações para pagamentos em espécie para os livros e encartes escaneados até 5 de maio de 2009 precisam ser arquivadas até 5 de janeiro de 2010. O Tribunal Regional dos Estados Unidos para o Distrito do Sul de Nova York irá decidir se concederá aprovação final do acordo em uma audiência que será realizada em 11 de junho de 2009. Informações completas sobre o acordo estão disponíveis no http://www.googlebooksettlement.com, em 36 idiomas. (FONTE Boni & Zack LLC e Debevoise & Plimpton LLP)

12 de Fevereiro 2009
Vânia Morinatto

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mercado editorial sente efeitos da crise

Com a restrição ao crédito, mercado editorial também sente os efeitos da crise.
“A restrição de crédito tem realmente causado impacto nos negócios. Observamos nosso custo financeiro subir na casa de 20% além de verificarmos o enxugamento das linhas de crédito. Se até recentemente tínhamos livre trânsito no mercado bancário, com opção de escolher a instituição financeira, hoje já sentimos a falta de crédito”, afirmou Márcia Cristina Bastos Garcia, gerente financeira da Editora Vozes, em matéria publicada pela Agência Brasil Que Lê.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.


Redação Cultura & Mercado
em 16 de fevereiro, 2009

Com a restrição ao crédito, mercado editorial também sente os efeitos da crise

“A restrição de crédito tem realmente causado impacto nos negócios. Observamos nosso custo financeiro subir na casa de 20% além de verificarmos o enxugamento das linhas de crédito. Se até recentemente tínhamos livre trânsito no mercado bancário, com opção de escolher a instituição financeira, hoje já sentimos a falta de crédito”, afirmou Márcia Cristina Bastos Garcia, gerente financeira da Editora Vozes, em matéria publicada pela Agência Brasil Que Lê.
Na mesma matéria, a editora declarou ainda que, já foi informada por dois dos maiores bancos do país que não estão liberando crédito e não possuem linha para oferecer, evitando negociar taxa de juros, além de não se comprometem em concessões de crédito por prazo superior a seis meses. “Em julho, negociamos a importação de um equipamento de R$2,5 milhões, que está previsto para embarcar em dezembro para o Brasil. Certamente a crise também impactará nesta operação, seja pela elevação do euro, seja pela elevação da Libor – London Interbank Offered Rate - (taxa de juros da Europa), seja pela redução do prazo de financiamento”, completou a gerente.
Já Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da editora WMF Martins Fontes, declarou que, acompanha com apreensão a atual crise financeira mundial. “Ainda não é possível fazer uma leitura precisa de suas conseqüências para o ramo editorial. Para a Martins Fontes, a restrição ao crédito afeta o trabalho de exportação, que já tem tido dificuldade na aprovação na linha de crédito para essa modalidade. “Infelizmente, o mercado dos livros no Brasil ainda é muito pequeno e atinge essencialmente uma classe sócio-econômica restrita. Os poucos que compram livros no Brasil continuam comprando mesmo em momentos de crise. Estamos torcendo para que o impacto seja o menor possível para autores, editores e livreiros”, opinou.
O economista Reinaldo Cafeo, membro do Conselho Regional de Economia, analisou: “No setor específico do livro, dado o hábito dos brasileiros de não incorporarem a leitura como rotina, o indicativo é que esse segmento poderá encolher. Como o valor médio do livro não se assemelha a de um eletroeletrônico, por exemplo, o setor será menos afetado pelo crédito, mas mais afetado pela cautela do consumidor”.
O economista prevê que 2009 será um ano de desaceleração, que atingirá todos os setores, inclusive o mercado editorial. “Mas avalio que será desaceleração e não recessão (crescimento negativo do PIB). Portanto, será o momento das promoções, da criatividade, das parcerias entre empresários e funcionários e, fundamentalmente, de estratégias para operar em nível de atividade menor, mas sem perder o horizonte de que mais cedo ou mais tarde a crise passará e quem fez a lição de casa nesse momento, estará mais fortalecido”.
Posição divergente tem o professor doutor em Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Fábio Sá Earp. Ele não acredita que a crise mundial afete o mercado editorial no Brasil no que se refere ao crédito. “Pelo lado do crédito não irá afetar, pois não existe e nem existirá falta de crédito no Brasil. As editoras praticamente não utilizam crédito em função da alta taxa de juros”. Para ele, poderá ocorrer uma queda nas exportações devido à recessão internacional, com isso diminuindo a renda da população e com isso a compra de livros.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Conheça as novas regras

Leia o texto abaixo e fique por dentro das principais mudanças que ocorreram na língua portuguesa a partir de janeiro de 2009 em função da entrada em vigor do novo acordo ortográfico.

ALFABETO: Passará a ter 26 letras, após a incorporação das letras “k”, “w”, e “y”.

TREMA: Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.

ACENTO AGUDO: Não será mais usado nos seguintes casos:
-Nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como assembléia, idéia, heróica e jibóia;
-Em palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: feiúra, baiúca passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”;
-Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Assim, algumas poucas formas de verbos, como “averigúe” (averiguar), “apazigúe” (apaziguar) e “argúem” (arg/[u/u]ir), passam a ser grafadas “averigue”, “apazigue” e “arguem”.

ACENTO DIFERENCIAL: Não se usará mais para:
-“pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição);

-“péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo);
-“pólo” (substantivo) de “pólo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”);
-“pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo);
-“pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica).

HÍFEN: Não se usará mais nos seguintes casos:
-Quando o segundo elemento começa com “r” ou “s”, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrasson”.-Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com “r” – ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”. -Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”.


ACENTO CIRCUNFLEXO:Não será mais usado: - nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será: creem, deem, leem e veem- em palavras terminadas em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo”, que se tornam enjoo e voo.

http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br

sábado, 14 de março de 2009

Novo acordo ortográfico e seu impacto no mercado editorial

As novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entraram em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, exigindo grandes investimentos de editores brasileiros para adequação dos novos livros às normas do Acordo, bem como para a revisão de edições antigas.
No segmento de livros didáticos, por exemplo, as editoras que quiserem participar das licitações do governo em 2009 terão que publicar obrigatoriamente pelas novas regras do acordo.
Por outro lado, a reforma ortográfica abre um mercado para as editoras brasileiras dentro dos países de língua portuguesa, como Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste. Ao todo, são aproximadamente 240 milhões de pessoas que falam o português no mundo.
Segundo a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, outra vantagem do Acordo para as editoras é a solução de um antigo problema: a adaptação dos livros produzidos no Brasil para o português usado nos diferentes países de língua portuguesa. “Além disso, o Acordo deve contribuir para o ensino e a difusão da língua portuguesa no exterior, fomentar a cooperação e o intercâmbio cultural e facilitar o processo de adoção do português nos órgãos internacionais”, destaca Rosely.
Para auxiliar as editoras nesse processo de transição, a Câmara realizou diversos encontros com as editoras para explicar quais seriam as mudanças e tirar dúvidas sobre o processo de adaptação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
De acordo com a presidente da CBL, a finalização do dicionário da nova ortografia, que está sendo elaborado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), será referência para adoção das novas regras e para uma maior adesão das editoras.
“Apesar do investimento inicial, a maioria das editoras se mobilizou para atender às mudanças previstas na reforma. Os novos livros didáticos que serão utilizados pelo governo, por exemplo, já foram editados dentro da nova ortografia. Acredito que, no médio prazo, o setor editorial estará adaptado às novas normas, assim como já vem ocorrendo com boa parte da mídia impressa”.
Considerando o vocabulário completo, o Acordo deve modificar apenas 1,42% das palavras em Portugal e 0,43% no Brasil. Em princípio, haverá um prazo de três anos de adaptação, onde as duas formas de grafia irão conviver. A partir de 2012, as novas regras passam a vigorar definitivamente.

07.01.2009 por Sandra Maria Martini e Alfredo Passos